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30 mil pessoas participam de passeata contra violência digital na Avenida Paulista

30 mil pessoas participam de passeata contra violência digital na Avenida Paulista

30 mil pessoas participam de passeata contra violência digital na Avenida Paulista

Manifestação promovida pelo projeto Quebrando o Silêncio destacou riscos da internet e reuniu líderes da Igreja Adventista em São Paulo.


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Adventistas de diversas cidades do estado paulista participaram da passeata (Foto: Thiago Spalato).

No sábado, 23 de agosto, a Avenida Paulista, em São Paulo, foi tomada por aproximadamente 30 mil pessoas, conforme estimativas da Polícia Militar, durante a 4ª edição da passeata do projeto Quebrando o Silêncio. A iniciativa, oficialmente reconhecida pela Lei nº 17.186/2019, destacou neste ano os riscos da violência digital, uma ameaça que atinge crianças, adolescentes e adultos, com impactos emocionais profundos.

Com concentração em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), a mobilização seguiu por quase um quilômetro, com encerramento em frente ao prédio da TV Gazeta. Desbravadores, aventureiros, jovens da Missão Calebe, Mulheres em Missão e famílias inteiras participaram da passeata, além de líderes e representantes das oito sedes administrativas da Igreja Adventista no estado de São Paulo. A Turma do Nosso Amiguinho também fez apresentações ao longo do percurso, e crianças subiram ao trio elétrico para expressar, em voz ativa, seu “não à violência digital”.

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População e policiais militares receberam materiais informativos sobre o tema do projeto (Foto: Edimilson Modesto).

Interatividade e impacto visual

Dez pelotões devidamente organizados se destacaram no trajeto. Quem estava nas laterais distribuiu material informativo aos transeuntes, enquanto as fanfarras dos desbravadores ornamentavam o cenário com ritmo e visibilidade.

A passeata teve cobertura ao vivo da Jovem Pan News, o que ampliou o alcance da causa e tornou ainda mais pública a urgência do tema.

Solidariedade em múltiplas vozes

Para Telma Brenha, diretora do Ministério da Mulher da Igreja Adventista em São Paulo e idealizadora do movimento, o evento foi simbólico. “O Quebrando o Silêncio serve para conscientizar, educar e prevenir a violência. Neste ano, levantamos a bandeira contra a violência digital no coração de São Paulo. Me sinto realizada ao ver o brilho no olhar das pessoas com o mesmo propósito. No ano que vem queremos voltar aqui para fazer ainda melhor”, celebra.

violência digital
Na foto, Jeanete Lima e Telma Brenha, promotoras do Quebrando o Silêncio na América do Sul e no estado de São Paulo, respectivamente (Foto: Adilson Alves).

Entre os que acompanhavam a manifestação, a baiana Larissa Santana, que mora em São Paulo há dois anos, destacou a relevância do tema. “Hoje você não sabe com quem conversa na internet, e nem sempre os pais conseguem acompanhar os filhos. É muito importante que haja esse alerta, principalmente para conscientizar as próprias crianças. Nunca vi outra igreja fazer algo assim. A Igreja Adventista acerta ao sair às ruas e mostrar essa preocupação com as pessoas”, diz.

A passeata também contou com o testemunho de quem já enfrentou situações de violência digital. A desbravadora Isabella Carvalho, de 12 anos, relatou por que decidiu participar da ação. “Eu fiquei muito triste com o que aconteceu comigo, por isso estou aqui hoje para avisar as pessoas que é importante denunciar”, conta.

Para Jeanete Lima, diretora do Ministério da Mulher da Igreja Adventista para a América do Sul, a mobilização em São Paulo simboliza a força do projeto em escala continental. “O Quebrando o Silêncio é um projeto pró-vida, que garante dignidade humana. Ver milhares de pessoas parando o coração de São Paulo, que também é o coração da América do Sul, foi emocionante. A Igreja esteve unida para dizer não à violência e sim à vida. Tenho certeza de que os anjos estiveram aqui”, declara.

Símbolo de esperança e compromisso

Ao final da passeata, após uma oração coletiva, balões brancos de gás hélio subiram ao céu como símbolo de paz e conscientização. A intenção, disse um dos organizadores, era “impactar cada pessoa que estivesse passando ali naquele momento”, o que eleva o convite à denúncia e à proteção.

violência digital
Líderes da Igreja Adventista para o estado de SP falaram contra a violência digital (Foto: Adilson Alves).

Adventistas de diferentes regiões do estado deram ainda mais força à mobilização, transformando a Avenida Paulista em um grande palco de esperança, conscientização e transformação social.

O projeto

Desde 2002, o Quebrando o Silêncio atua em oito países da América do Sul, com ênfase no quarto sábado de agosto. O projeto busca combater diferentes formas de violência, especialmente contra mulheres, crianças e idosos. Nas edições anteriores da passeata na Paulista, a pauta foi a violência psicológica (2022), obstétrica (2023) e o abuso sexual infantil (2024). A inclusão da violência digital neste ano reflete a evolução do projeto e sua capacidade de dialogar com temas emergentes.

De acordo com dados da revista Quebrando o Silêncio, mais de 80% dos adolescentes brasileiros já sofreram algum tipo de violência on-line, como cyberbullying, exposição de dados ou assédio. Além disso, o Brasil está entre os países com maior número de crimes virtuais registrados.

Mais informações sobre o projeto estão disponíveis em: www.quebrandoosilencio.org.

Veja mais fotos da passeata:
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