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Planejamento estratégico adventista avança de forma colaborativa

Planejamento estratégico adventista avança de forma colaborativa

Planejamento estratégico adventista avança de forma colaborativa

Grupo de líderes adventistas discute plano geral para oito países sul-americanos para os próximos cinco anos


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Administradores da Divisão Sul-Americana da esquerda para a direita: pastor Edward Heidinger (secretário-executivo), pastor Stanley Arco (presidente) e pastor Edson Medeiros (tesoureiro) durante a abertura do programa. (Foto: Gustavo Leighton)

Um grupo representativo de administradores e diretores de áreas da Igreja Adventista do Sétimo Dia deu mais um passo importante no processo de elaboração do Planejamento Estratégico Integrado da organização, que abrange o território composto por oito países sul-americanos: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Durante seis dias, diversas reuniões estão sendo realizadas em Foz do Iguaçu, no Paraná, com parte da liderança da organização. A finalidade é consolidar mais uma etapa do processo colaborativo de construção de um plano com impacto imediato na pregação do evangelho.

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O grande objetivo do planejamento está bem ilustrado na história de missionários como o casal Francine e Antônio Domingos, moradores do Acre. Eles decidiram se mudar para uma chácara no interior do estado, sem presença adventista, com o propósito de evangelizar. Chegaram à comunidade de Projeto Taquari, próxima à cidade de Cruzeiro do Sul, e ali iniciaram estudos bíblicos e um processo de discipulado com boa parte da população local.

Dezenas de pessoas foram batizadas, uma congregação adventista foi estabelecida e a semente do evangelho germinou. A mensagem bíblica alcançou até o menino Erisson Nogueira, que desejava ser batizado aos 12 anos, mas não obteve permissão. Cinco anos depois, o jovem desceu às águas em uma cerimônia realizada na segunda-feira à noite, dia 11, no início da programação do Concílio, que tem como foco o Planejamento Estratégico Integrado. “Não importa se somos ricos ou pobres, Deus nos chama”, afirma Francine, confirmando que o resultado de qualquer planejamento de igreja deve ser a transformação de pessoas pela ação do Espírito Santo.

O pastor Stanley Arco, presidente da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, enfatiza que o processo de estruturação do Planejamento Estratégico Integrado ainda não está concluído. A intenção é que metas, objetivos e indicadores específicos, definidos nos diferentes níveis hierárquicos (Divisão, Uniões, Associações e Missões), sirvam para que o cumprimento da missão seja uma realidade concreta nas 30.363 congregações adventistas do território.

Benefícios do planejamento

Arco ressalta que o Planejamento Estratégico Integrado resultará em diversos benefícios diretos para o desenvolvimento da igreja. Uma das vantagens é a cooperação de esforços em uma mesma direção, permitindo que templos locais também participem do processo. Além disso, o plano final oferecerá respostas claras sobre como evangelizar de forma mais eficaz.

“Haverá mais diálogo entre as entidades em todos os níveis, e deveremos consolidar uma cultura constante de celebração das vitórias, por meio de reavaliações regulares. Queremos todos alinhados em um mesmo propósito”, destaca o líder sul-americano adventista.

Infográfico mostra a integração entre Divisão (sede sul-ameriana adventista), Uniões (sedes que abrangem países ou regiões maiores de países), campos (associações ou missões, sedes regionais menores), tendo o membro como o centro. (Arte: Divulgação Divisão Sul-Americana)

Estratégia geral

O processo de construção do Planejamento Estratégico da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul é realmente colaborativo. Ele começou em julho de 2024, a partir de pesquisas realizadas com mais de quatro mil pastores que atuam na área administrativa, diretores de departamentos e pastores distritais. O Plano foi estabelecido como resposta às necessidades identificadas nessa pesquisa.

A partir daí, ocorreram reuniões, envolvendo a Divisão Sul-Americana e as Uniões (dois níveis dentro da estrutura administrativa) para definição da estratégia geral. O pastor Douglas Menslin, por exemplo, foi recentemente nomeado assistente da presidência da Divisão Sul-Americana para Desenvolvimento de Liderança e Planejamento Estratégico. Uma de suas funções é garantir que todo o processo avance pelas demais etapas e chegue até a igreja local. Ao mesmo tempo, ele atua como diretor associado da Rede de Educação Adventista.

Mentoria

O segredo para que a jornada do planejamento flua com eficiência é o acompanhamento constante da liderança em todos os níveis. Segundo Menslin, a mentoria auxiliará na implementação e na avaliação do planejamento, incluindo a definição de metas, objetivos e indicadores claros.

“Esse planejamento estratégico integrado é baseado nas necessidades levantadas na pesquisa e não em projetos pré-existentes. Tudo está sendo construído com a participação de muitos, e nada do que temos até agora teve origem em apenas um pequeno grupo de pessoas”, ressalta o assessor.

Com a orientação dos diretores de departamentos da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista, líderes de todos os ministérios existentes atuarão como mentores, responsáveis pelo acompanhamento e execução do plano nos diferentes níveis. Com isso, o papel de um diretor de departamento se amplia: deixa de ser predominantemente caracterizado pela promoção de programas, projetos ou eventos, e passa a ser também de mentor e formador de novos líderes.

Papéis institucionais

O processo já avançou com a definição dos papéis das diferentes instâncias administrativas em relação à gestão das atividades. Divisão e Uniões, por exemplo — sedes que atendem a Igreja em uma região mais ampla —, atuam no nível mais estratégico; no caso das Uniões, também devem ocorrer ações táticas.

Em relação aos campos, como Associações e Missões (sedes administrativas com área de abrangência menor, como estados, províncias ou parte deles), o trabalho será conduzido por meio de ações táticas e operacionais. No caso dos distritos pastorais, as ações serão predominantemente operacionais.

Prioridades estratégicas

Outro passo relevante no processo de construção foi a consolidação de quatro prioridades estratégicas que nortearão o trabalho geral da Igreja Adventista para o próximo quinquênio. As quatro frentes são: identidade, liderança, novas gerações e discipulado.

Essas prioridades se conectam com as chamadas ações integradas, ou seja, programas e projetos desenvolvidos de forma coesa na maioria das congregações adventistas na América do Sul. As ações integradas, já conhecidas há bastante tempo, permanecem: 10 Dias de Oração e 10 Horas de JejumImpacto EsperançaEvangelismo de Semana Santa e Semana da Esperança.

Objetivos gerais

Para cada prioridade estratégica (identidade, liderança, novas gerações e discipulado), serão criados parâmetros para verificar seu alcance. O direcionamento do trabalho continuará a ser realizado nas Uniões, campos (associações e missões) e, principalmente, nos distritos locais.

Identidade

  • Objetivo geral 1: Fortalecer a identidade profética da Igreja Adventista do Sétimo Dia como povo remanescente.
  • Objetivo geral 2: Desenvolver o compromisso dos membros com as crenças fundamentais e o estilo de vida adventista.

Discipulado

  • Objetivo geral 1: Desenvolver uma relação pessoal com Deus por meio da oração, do estudo da Bíblia e da fidelidade.
  • Objetivo geral 2: Envolver cada membro da igreja na salvação de alguém, por meio de seus dons, formando novos discípulos.

Liderança

  • Objetivo geral 1: Formar e desenvolver líderes.
  • Objetivo geral 2: Desenvolver e fortalecer as competências pastorais.

Novas gerações

  • Objetivo geral 1: Comprometer as novas gerações na comunhão e adoração.
  • Objetivo geral 2: Envolver as novas gerações na missão e na liderança da igreja.

Próximos passos

Segundo o pastor Douglas Menslin, a intenção é que todo o processo produza impacto na realidade local das congregações. Os membros terão a oportunidade de avaliar o que está sendo feito e propor adaptações necessárias aos diferentes contextos regionais.

O pastor Stanley Arco demonstra otimismo e estima que, até o final de 2025, o processo esteja implementado nas congregações locais. Assim, já seria possível incluir mudanças nos planos de 2026, dentro do modelo do Planejamento Estratégico Integrado.


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